Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Dá-me

DA-ME TUA FACE PARA QUE NELA EU DEPOSITE
O DOCE BEIJO,
QUE TAL E QUAL O DAMASCO REGADO A MEL,
LEVA-TE A UM PEDACINHO DO CÉU.
DA-ME O PRAZER DE TE SENTIR O PERFUME
E NELE ME EMBRIAGAR
QUE ME ENTREGUE SEM MAIS TEMORES,
DOCES DAMASCOS REGADOS DE AMORES.
PARAÍSOS DE SONHOS, LUGUBRES
E VIRTUAIS PAIXÕES QUE ENVOLTAS
EM NEVOAS DE OBSCURIDADES,
REVELAM OS SABORES QUE TANTO
SE PODE DESEJAR
GOSTO DE AMAR...
Fátima Ayache
20/05/2001

Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Silêncio

Silêncio

E o silêncio se fez ouvir
Dizendo o que nós preferimos calar
Lavando as almas, levando as mentes
Pra outros planos, para outro lugar
Rompendo espaços, colhendo astros
Deixando rastros na luz do luar
Silêncio que chora, que grita e diz
Não fossem teus olhos, eu não seria feliz
Fala comigo luar, me conta histórias de estrelas
Pois que eu cega de amor, jamais poderia vê-las
É o olhar do meu amor, profundo e iluminado
Que tira-me a visão e rouba-me o coração alado
E aqui dentro de mim, o silêncio se faz ouvir
O silêncio que diz tudo o que eu prefiro omitir.

( Fátima Ayache )

Alma de Mulher



Alma de Mulher
Nada mais contraditório do que "ser mulher"...

Mulher que pensa com o coração,


age pela emoção e vence pelo amor.
Que vive milhões de emoções num só dia

e transmite cada uma delas, num único olhar.
Que cobra de si a perfeição e vive arrumando desculpas

para os erros, daqueles a quem ama.
Que hospeda no ventre outras almas, da a luz e depois fica cega,
diante da beleza dos filhos que gerou.
Que da as asas, ensina a voar mas não quer ver partir os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que seu amor nem preceba mais tais detalhes.
Que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma, só pra ninguém notar. E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros para quem neles precise chorar.
Feliz do homem que por um dia souber, entender a alma da mulher!

Seatlle 23/06/99
(Fátima Ayache)

Carta ao meu amor!

Carta para meu amor!

Ah, eu te amei...amei desde aquele primeiro momento e nem sabia....Uma brincadeira gostosa e lá estava eu, entrando de cabeça no que seria o melhor de minha existência....Amei mesmo sem saber e me entreguei...Na brincadeira dizia tanto mas tanto, que quando percebi, eu já não me pertencia...Te amava e era tua...como nunca fora de mais ninguém...Fomos nos envolvendo e mesmo sendo uma utopia, estavamos lá..nos dando sem sabermos no que iria dar. Passaram-se os meses e tudo aquilo foi crescendo e nos envolvendo dia a dia....Hum... relutamos, não foi? Não queríamos admitir que já não era mais controlável o que sentíamos....Mas aí veio o medo e ele foi tão forte que nos jogou para longe um do outro...Passaram-se meses e a dor da separação até ficou mais branda...mas a saudade ainda era latente...presente e judiava ainda que calada!!! Mas o destino é sábio e só estava nos dando um tempo para aceitarmos os fatos...Nos amavamos e nada poderia mudar isso...Este mesmo sábio destino, colocou-nos novamente, frente a frente e já não havia mais como nem para onde escapar...Tivemos que nos olhar nos olhos e finlamente admitimos...Nos amamos e queremos estar para sempre juntos....Para sempre, talvez seja tempo demais...mas como bem disse o poeta...que seja imortal posto que é chama...mas infinito enquanto dure...haverá de durar a eternidade de um instante...o instante em que eu te amar pela primeira vez...


(Fátima Ayache)
23/03/2001